quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Bom Portuga!

Ora e como quem é vivo sempre aparece, aqui vai:
Li por aí e não resisti a partilhar convosco :)

Alevantar
O acto de levantar com convicção, com o ar de 'a mim ninguém me come
por parvo!... alevantei-me e fui-me embora!'.


Amandar
O acto de atirar com força: 'O guarda-redes amandou a bola para bem longe'


Aspergic
Medicamento português que mistura Aspegic com Aspirina.


Assentar
O acto de sentar, só que com muita força, como fosse um tijolo a cair
no cimento.


Capom
Porta de motor de carros que quando se fecha faz POM!


Destrocar
Trocar várias vezes a mesma nota até ficarmos com a mesma.


Disvorciada
Mulher que se diz por aí que se vai divorciar.


É assim...
Talvez a maior evolução da língua portuguesa. Termo que não quer dizer
nada e não serve para nada. Deve ser colocado no início de qualquer
frase. Muito utilizado por jornalistas e intelectuais.


Entropeçar
Tropeçar duas vezes seguidas.


Êros
Moeda alternativa ao Euro, adoptada por alguns portugueses.
Falastes, dissestes...
Articulação na 4ª pessoa do singular. Ex.: eu falei, tu falaste, ele
falou, TU FALASTES..


Fracturação
O resultado da soma do consumo de clientes em qualquer casa comercial.
Casa que não fractura... não predura.


Há-des
Verbo 'haver' na 2ª pessoa do singular: 'Eu hei-de cá vir um dia; tu
há-des cá vir um dia...'


Inclusiver
Forma de expressar que percebemos de um assunto. E digo mais: eu
inclusiver acho esta palavra muita gira.
Também existe a variante "Inclusivel".


Mô
A forma mais prática de articular a palavra MEU e dar um ar afro à
língua portuguesa, como 'bué' ou 'maning'. Ex.: Atão mô, tudo bem?


Nha
Assim como Mô, é a forma mais prática de articular a palavra MINHA.
Para quê perder tempo, não é? Fica sempre bem dizer 'Nha Mãe' e é uma
poupança extraordinária.


Númaro
Também com a vertente "númbaro". Já está na Assembleia da República
uma proposta de lei para se deixar de utilizar a palavra NÚMERO, a
qual está em claro desuso. Por mim, acho um bom númaro!


Parteleira
Local ideal para guardar os livros de Protuguês do tempo da escola.


Perssunal
O contrário de amador. Muito utilizado por jogadores de futebol. Ex.:
'Sou perssunal de futebol'. Dica: deve ser articulada de forma rápida.


Pitaxio
Aperitivo da classe do 'mindoím'.


Prontus
Usar o mais possível. É só dar vontade e podemos sempre soltar um
'prontus'! Fica sempre bem.


Quaise
Também é uma palavra muito apreciada pelos nossos pseudo-intelectuais...
Ainda não percebi muito bem o quer dizer, mas o problema deve ser meu.


Stander
Local de venda. A forma mais famosa é, sem dúvida, o 'stander' de automóveis.
O "stander" é um dos grandes clássicos do "português da cromagem"...


Tipo
Juntamente com o 'É assim', faz parte das grandes evoluções da língua
portuguesa. Também sem querer dizer nada, e não servindo para nada,
pode ser usado quando se quiser, porque nunca está errado, nem certo.
É assim... tipo, tás a ver?


Treuze
Palavras para quê? Todos nós conhecemos o númaro treuze.

quarta-feira, 26 de setembro de 2007

Silêncio...

O teu silêncio é uma nau com todas as velas pandas...
Brandas, as brisas brincam nas flâmulas, teu sorriso...
E o teu sorriso no teu silêncio é as escadas e as andas
com que me finjo mais alto e ao pé de qualquer paraíso...

Meu coração é uma ânfora que cai e que se parte...
O teu silêncio recolhe-o e guarda-o, partido, a um canto...
Minha ideia de ti é um cadáver que o mar traz à praia..., e entanto
Tu és a tela irreal em que erro em côr a minha arte...

Abre todas as portas e que o vento varra a ideia
Que temos de que um fumo perfuma de ócio os salões...
Minha alma é uma caverna enchida p' la maré cheia,
E a minha ideia de te sonhar uma caravana de histriões...

Para que não ter por ti desprezo? Porque não perdê-lo?...
Ah, deixa que eu te ignore... o teu silêncio é um leque -
Um leque fechado, um leque que aberto seria tão belo, tão belo,
Mas mais belo é não o abrir, para que a Hora não peque...

O que é que me tortura?... Se até a tua face calma
Só me enche de tédios e de ópios de ócios medonhos...
Não sei... Eu sou um doido que estranha a sua própria alma...
Eu fui amado em efígie num país para além dos sonhos...


Fernando Pessoa

domingo, 16 de setembro de 2007

Bardajix 5

Hum... Esta Teresa Guilherme é uma gulosa!!
Vá lá... Podem admitir que também usam Bardajix 5 =) lol

quarta-feira, 5 de setembro de 2007

Presente Especial??

Para quem anda com falta de imaginação para comprar presentes! :p

quinta-feira, 16 de agosto de 2007

Have you ever wondered?

"We're adults. When did that happen? And how do we make it stop?"

Is there an answer...?

quinta-feira, 9 de agosto de 2007

Esquece


Esquece. Esquece a amargura, os atropelos, o cançaso. E as maledicências, as traições, os rancores. Esquece o trabalho que te traz em alvoroço e os fracassos de uma vida inteira e os seus projectos falhados para antes de começarem a ser projectos. E as invejas, as calúnias, as insídias como dentes por entre o sorriso. Esquece. E sê contente. E respira.


Vergílio Ferreira

quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Passo a passo ...

"Por vezes o destino é como uma pequena tempestade de areia que não pára de mudar de direcção. Tu mudas de rumo, mas a tempestade de areia vai atrás de ti. Voltas a mudar de direcção, mas a tempestade persegue-te, seguindo no teu encalço. Isto acontece uma vez e outra e outra, como uma espécie de dança maldita com a morte ao amanhecer. Porquê? Porque esta tempestade não é uma coisa que tenha surgido do nada, sem nada que ver contigo. Esta tempestade és tu. Algo que está dentro de ti. por isso, só te resta deixares-te levar, mergulhar na tempestade, fechando os olhos e tapando os ouvidos para não deixar entrar a areia e, passo a passo, atravessá-la de uma ponta a outra. Aqui não há lugar para o sol nem para a lua; a orintação e a noção de tempo são coisas que não fazem sentido. Existe apenas areia branca e fina, como ossos pulverizados, a rodopiar em direcção ao céu. É uma tempestade de areai assim que deves imaginar.
E não há maneira de escapar à violência da tempestade, a essa tempestade metafísica, simbólica. Não te iludas: por mais metafísica e simbólica que seja, rasgar-te-á a carne como mil navalhas de barba. O sangue de muita gente correrá, e o teu juntamente com ele. Um sangue vermelho, quente. Ficarás com as mãos cheias de sangue, do teu sangue e do sangue dos outros.
E quando a tempestade tiver passado, mal te lembrarás de ter conseguido atravessá-la, de ter conseguido sobreviver. Nem sequer terás a certeza de a tormenta ter realmente chegado ao fim. Mas uma coisa é certa. Quando saíres da tempestade já não serás a mesma pessoa. Só assim as tempestades fazem sentido."

in "Kafka à beira-mar" de Haruki Murakami